18/06/2020

O Escravo – Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho

Por Juliana Morgensten de Souza

O Escravo – Da África Para a Senzala / Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho / Pelo Espírito Antônio Carlos / 275 Páginas / Editora Academia / ☆☆☆☆☆

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Oooieeee!!

E daí eu li O Escravo – Da África Para a Senzala da autora Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho em parceria com o espírito Antônio Carlos.

Partiu conferir todos os detalhes na resenha.

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RESUMO:

Uba vivia tranquilamente numa aldeia na África com a esposa e duas filhas, quando esta foi invadida por mercenários em busca de escravos. Uba viu sua esposa ser morta e não conseguiu socorrê-la. Começou ali uma vida diferente para ele, de privações e humilhações. Sem entender, foi preso junto a outros homens e, num navio, foi levado para longe. Veio para o Brasil, foi comprado como uma mercadoria e levado para uma fazenda, para a senzala. Passou a ser chamado de João, e tudo mudou. Aos poucos, foi entendendo o que era ser escravo. Foi no cativeiro que seu espírito aprendeu muitas coisas e mudou sua relação com o trabalho. O escravo – Da África para a senzala é um livro que emociona. Vale a pena ler esta obra que, em forma de romance, conta um pouquinho sobre como era ser escravo nas terras brasileiras.

O livro é um romance antigo e tem Uba como protagonista. Ele morava com sua esposa e duas filhas em uma aldeia na África quando a mesma foi invadida em busca de escravos.

Com a esposa morta, ele e as filhas foram presos e colocado em um navio junto com outros homens para tornarem-se escravos no Brasil. Chegando em terras brasileiras, vai trabalhar na Fazenda Morro Alto, tem Honório como chefe e passa a se chamar João.

A partir de então começamos a acompanhar a saga do mesmo e as histórias interligadas do protagonista, dos escravos e dos moradores do local. João ganha um apoio extremamente importante: Bastião. O senhor é um velho escravo e o ajuda com a língua (porque ele não sabia falar português), com o cotidiano da Fazenda e também com as questões espirituais.

Apesar de serem escravos, eles não sofriam tantos abusos graças a Sinhá que tratava a todos com muito respeito. O clima entre eles contrastava com o ambiente dentro da casa grande. Entre “brancos” ocorre muita briga, traição, autoritarismo e matar com as próprias mãos.

Além disso, a obra aborda como os desencarnados escravos ainda se encontravam presentes nos locais e como a mediunidade era tratada de forma natural, pois muitos escravos viam espíritos e falavam tranquilamente o que estavam enxergando e o que os mesmos estavam querendo transmitir. Inclusive a parte espiritual do livro fica a cargo deles. São doses homeopáticas ao longo de toda leitura.

O texto é de fácil entendimento e a leitura é mega fluída. Um ponto mega positivo é que os escravos são tratados e respeitados como seres humanos e não como bichos.

Onde Achar:

Disponível em formato físico e e-book:

(Blog ganha comissão por venda)

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Beijos! 😉