30/07/2022

Hidratando a Alma: Filme O Filho Eterno – Paulo Machline

Por Juliana Morgensten de Souza

Ooiiiieeee!!!

Partiu hidratar a alma nesse sabadão com o filme espiritualista de hoje: O Filho Eterno, lançado em 2016, com a direção de Paulo Machline, participações de Débora Falabella e Marcos Veras e está disponível na Netflix.

(Clique aqui para conhecer o conteúdo exclusivo no Instagram)

SINOPSE:

O casal Roberto (Marcos Veras) e Cláudia (Débora Falabella) aguarda ansiosamente pela chegada de seu primeiro bebê. Roberto, que é escritor, vê a chegada do filho com esperança e como um ponto de partida para uma mudança completa de vida. Mas toda a áurea de alegria dos pais é transformada em incerteza e medo com a descoberta de que Fabrício, o bebê, é portador da Síndrome de Down. A insatisfação e a vergonha tomam conta do pai, que terá de enfrentar muitos desafios para encontrar o verdadeiro significado da paternidade.

O filme inicia em 1982 durante a Copa do Mundo e tem o casal Cláudia e Roberto como protagonistas. A dupla está se preparando para a chegada do tão aguardado primeiro filho quando a Cláudia começa a sentir as contrações do parto bem no dia de um jogo importante do Brasil. E é em meio a essa euforia que nasce Fabrício.

Logo após, os pais já são informados que o menino possui síndrome de Down, o que na época, era um verdadeiro tabu e ainda se tinha muita pouca informação sobre o assunto. Sendo assim, o telespectador passa a acompanhar os primeiros momentos do trio, os desafios e a negação e confusão do pai. De alegria passa para rejeição, negação, felicidade por alguns momentos em ficar sabendo que o filho pode morrer logo e depois ainda fica em uma busca contínua para encontrar uma solução.

A partir de então, o filme passa a mostrar as questões de responsabilidade, livre arbítrio em todos os aspectos, empatia e o entendimento quanto ao planejamento contínua quando se pretende ter um filho, independente de como a criança nasça.

Depois de um período de um luto e após o choque, o casal inicia buscas de auxílio e tratamentos, ainda bem precários naquela época, para a condição do filho. E enquanto a mãe move mundos e fundos para cuidar e dar amor incondicional a Fabrício e ainda trabalha, o pai continua na sua negação e busca fuga em outra cidade e realidade. Sabe uma bolha com mundo paralelo? Pois então. E por lá quando o cerco aperta, Roberto, novamente e com seu livre arbítrio, se acovarda e foge da situação também.

E assim o telespectador vai acompanhando as questões espirituais e, principalmente, caridosas e empáticas ao longo dos anos durante todo o filme e você termina querendo colocar Fabrício em um potinho e não tirar jamais e dar um prêmio para a Cláudia por ser tido uma mulher incrível e fantástica durante todos aqueles anos e ainda criar o filho, praticamente, sozinha porque o pai estava em constante fuga até um determinado período.

A obra não é aquele aprendizado com leveza que todo mundo gosta, mas é megamente reflexivo real oficial, muito em função do livre arbítrio escolhido e o quanto uma gota no oceano pode interferir na vida de alguém e não fazê-la ver o quanto aquilo pode lhe fazer crescer. A questão do pré-conceito e rejeição é comentada em 19800 e tantos, porém e infelizmente, ainda é bastante atual.

Qualquer dúvida ou sugestão é só escrever nos comentários ou enviar um e-mail para contato@hidratarvicia.com.br

Beijos! 🙂